Para que o vento não as leve deixo-as gravadas ao alcance de um olhar, para que perdurem no tempo, o tempo que cada um desejar.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
Parabéns Bárbara :P
Parabéns para miiiiiiim :P Agora... sou uma menina grande :D O juízo continua o mesmo para grande pena da minha mãe que hoje também faz anos :P A partir de hoje, posso libertar a alcoólica que há em mim! :D:D (tou a brincar claro, sou uma rapariga muito responsável! ou não...) Parabéns também para ti Lisandra :)
segunda-feira, 30 de junho de 2008
José
Na esquina já se avistava José e a sua humildade. As suas roupas simples e cobertas de remendos. José era mais um sem-abrigo em Lisboa. Um entre tantos. Anteriormente era advogado, mas tudo o álcool levou. Levava uma vida simples, sem muitos luxos ao lado da mulher que sempre amou, a sua Margarida. Amava-a mais que tudo até que as “más companhias” como sua Guida dizia fizeram-no esquecer a vida que levava e entregou-se ao álcool. Quando caiu em si, já pouco ou nada tinha a fazer, a sua Margarida tinha caído de cama com uma depressão ao ver o trapo do marido e acabou por morrer. Este chorou amargamente. Já só tinha os copinhos de vinho de cheiro. Aos poucos a sua carteira tinha menos dinheiro, até que já não tinha dinheiro para pagar as dívidas até aí acumuladas, vítimas da sua má cabeça. A segurança social tirou-lhe a casa e foi assim que José entregou-se a esta vida.
Quem passava na rua que José “habitava” e ao ver aquele farrapo desprezavam-no, passavam-lhe ao lado, com o nariz levantado, fazendo-se despercebidas, outras por sua vez lamentavam a pobreza de José, e até haviam aquelas que lhe davam uma moedinha para não ficar mal ou pela sua consciência. As crianças olhavam José de baixo e passavam apressadas por ele, seguindo as recomendações das suas mães não fosse o pobre, violador. José já se habituara e ignorava os comentários mesquinhos e absurdos.
Tentava na medida do dia-a-dia apenas ter algo que comer. Chegar ao fim do dia com o estômago pelo menos, meio cheio. Às vezes iam lá pessoas que com pena dele lhe iam levar uma sopa quentinha e um bocado de pão. Outras vezes, encontrava no lixo carcaças de pão muito duro, restos de comida ainda proveitosa. De noite, se esta estava calma deitava-se num banco coberto de dois cobertores muito velhos mas quentinhos que alguém lhe anteriormente tinha dado. Era assim que José (sobre) vivia .
Não faço a menor ideia de como este texto vai continuar ( ou não).
domingo, 29 de junho de 2008
A causa da minha "inspiração"

Meus caros leitores, que tanto "goste" de vocês.
Após muitos pensamentos filosóficos encontrei a razão pelo qual não escrevo mais vezes! A minha inspiração é como o período! Só vem uma vez por mês. Outro dia por acaso, encontrava-me eu no computador quando senti os sintomas deste género de mestruação. O que fiz? sentei-me à espera que passase, sim foi o que fiz. Sinto-me realizada com o facto de ter encontrado a razão de escrever poucas vezes. Agora que escrevi... até daqui a um mês :P
(esta fotografia retrata bem o facto de estar extremamente contente com a minha nova descoberta. )
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Viver também cansa e se cansa!
Digam-me lá sentem-se felizes com a vida que têm? Com toda a sua monotonia? Com as idas do lar para a escola/trabalho e da escola/trabalho para casa? Sempre atarefados sem tempo para dispensarem para um pouco de divertimento? Fartos de resolver tantos problemas? Testes, testes e testes? Trabalhar para pagar contas? Pois… infelizmente é o mal de muita boa gente.
Não é fácil acordar com um sorriso na cara e deitar à noite com o mesmo. Há sempre pequenos ou grandes contratempos que nos aparecem ao longo do dia, mas também temos que saber lidar com eles e não tentar deixar que isso nos influencie e mais ainda aqueles que nos rodeiam.
Bmfe, 30 Maio 08
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Festas em louvor ao Senhor Santo Cristo em S. Miguel
Bem, para não parecer muito nervosa, vou ver se consigo arranjar uma introdução jeitosinha:
De
Prontos! Introdução mais que feita!
Ao criar esta post não é a minha intenção falar das festividades, da procissão e por aí a fora, como gastar neurónios ao tentar escrever um textozito rasca e muito menos magoar alguém. Na minha opinião as festividades não passam de uma farsa! Não pela festa em si e pela fé das pessoas que é de louvar, mas pelo facto de “todo o mundo” se juntar
Meus queridos Terceirenses, para quem quer fazer “promessa” não precisam viajar para o fazer, pois temos a igreja do mesmo localizada na Praia Da Vitória e se querem uma localização mais chique... ao pé da clínica privada da Praia! Prontos, ok!
Não temos cá o parque atlântico, mas uma montanha de chineses que fazem o mesmo remato! E ainda para mais, não precisamos legendas / tradutor para descodificar o que dizem ao queremos apenas uma informação.
Enfim, esta é só a minha opinião, após postar por favor não me levem à forca xD
E peço desculpa se magoei indirectamente alguém.
Já agora: Viva as procissões das Lajes!
sábado, 5 de abril de 2008
Definição de amor.
Hoje, escrevo aqui algo que todos buscam, apesar de ser algo fragmentado e contraditório....o amor é o sentimento mais bonito do mundo. Não só o amor pela pessoa amada mas como pela família, pela vida, pelos amigos ou até mesmo pelo cão e gato lá de casa. – Mas afinal o que é o amor?
Amor é algo que ainda ninguém conseguiu definir concretamente. É algo profundo e sublime, algo que nasce naturalmente. É o acto mais sincero e verdadeiro.
Amor é como uma pequena borboleta, com todas as suas cores fá-la bonita, mas as suas pequenas asas tornam-na frágil. Amor não é a procura da pessoa perfeita. Não como nos contos de fadas, na vida real não existem príncipes e princesas encantadas. Há que encarar quem amamos como uma pessoa real e sincera. É amar pelos defeitos e qualidades O amor só é bonito quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que possamos ser.
É amar uma pessoa quer esteja erguida como fracassada. É não saber fazer mais nada do que amar essa mesma pessoa. Dar a vida para renascer noutra. É querer ter alguém sempre ao nosso lado, a cada momento da vida. É sorrir por nada. É abraçar com fervor. É saber perdoar. É a fusão de almas e corpos. É o querer ser apenas um. São as horas contadas, esperadas. É um olhar, um sorriso. É a certeza, a precisão. É a saudade sentida. É tudo isto e muito mais.
- Se isto não é amor, então digam-me o que é.
Sim, eu sei o que é amar e ser amada. Sinto-o.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Crónica.
Dez da Manhã.
Sentada no café “Terezinha”, espero por ser atendida. Folheio o jornal… criminalidade, desporto, cultura, notícias em última mão… ah! Os anúncios, como gosto de ler os anúncios! Aqui tudo de um pouco se encontra… empregos, bruxaria, cosmética, o aviso da missa do Tio José que morreu à espera de uma consulta de cardiologia. Anúncios deveres interessantes!
À minha frente está um senhor a beber uma bica e a comer um folhado, enquanto faz palavras cruzadas. Mais à frente está uma grande mesa com idosos a jogar “Dominó”, encontram-se aqui todos os dias aqui à mesma hora, é como um ritual… aqui não tem que gastar as suas míseras reformas para jogar (por enquanto) Sei que cada vez mais, esta realidade será menos vista, a partir do momento em que o Senhor Presidente de não sei o quê se lembrou que agora todos vamos trabalhar até morrer!
Nisto entra uma senhora muito arranjada, provavelmente com roupa do Lopes…Graças a Deus ainda há mulheres que conseguem vestir roupa de marca, unhas pintadas e cabelo sempre arranjado (só não sei como), pede um galão e bebe-o mais depressa que o diabo esfrega o olho e sai a correr.
Ah! Aí vem o meu café. Bebe-o devagar e com serenidade, saboreando cada gota. Isto sim é vida! Vida que cada pessoa deveria ter.
Pego na minha mala, pago e vou ver-o-mar (…)
Crónica realizada para um teste de avaliação de Português
sábado, 1 de março de 2008
Meu anjo.
Meu anjo
Anjo de olhos brancos
Tão brancos quanto a luz que me encadeia
Que me faz cegar neste amor
Somos dois anjos sentados em dois bancos
Esperando que o meu coração saia da cadeia
Sem sentir qual quer pudor
Quero ser o teu anjo, te cuidar
Quando tiveres as asas presas, te levitar
Quando caíres, te segurar
Quero ser eu o anjo que queiras amar
Aquilo que sinto por ti
Palavras não as sei encontrar
Espero que meu anjo
As saibas para mas poderes mostrar
Bárbara Estêvão
23 De Janeiro de 2008
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Auto-biografia
Para começar e como não o fiz no primeiro post vou-me apresentar (uma coisa extremamente estúpida dado ao facto que quem lê este blog conhece-me).
Sou a Bárbara, tenho 15 anos (16..então não dizem que a partir do momento que o feto é gerado não é uma vida?) e sou apenas mais uma pessoa no mundo no meio de tantas outras.
Vivo no Paraíso (das vacas), nomeadamente na Terceira e na vila mais mexeriqueira que possa existir. Estudo ( na escola obviamente) estou na área de Humanidades, pretendo tirar psicologia criminal e quando acabar o meu curso vou para o desemprego. Ou talvez limpar as casas de banho do hipper.
Não sou filha bastarda, tenho mãe, pai ( que pelos vistos só o vejo de mês a mês) e uma estranha que vive cá em casa que dizem que é minha irmã (o que eu duvido muito).
Tenho apenas 15 anos , mas com "biografia a mais" como diria Manuel Alegre.
E não me vou caracterizar, pois como diz André Gide : "a análise psicológica deixou de me interessar desde o dia em que cheguei à conclusão de que cada um é o que imagina que é. Ate que ponto sou o que imaginei ser? ", logo iria pintar o meu auto-retrato com as cores que mais me convinha e pensaria que fossem as mais certas. Também teria de pintar o que já fui, o que sou.O que é difícil, pois o que fomos no passado já não o somos no presente. A vida muda as pessoas e a sua maneira de agir.
O que eu faço irá determinar o que eu sou. No princípio deste texto há uma foto minha, que só mostra os meus olhos. Dizem que os olhos são o espelho da alma (...)